Atualmente a expressão desenvolver o prazer de ler representa melhor o modo como se compreendeo ato da leitura hoje, e uma das teorias literáias que proporciona a compreensão desse praze é a Estética da Recepção, na qual um dos representantes dessa teoria é Hans Robert Jauss.
A Estética da Recepção revela-se pela sua função emancipatória, ao transformar a visão de mundo do leitor, da maneira que proporciona ultrapassar o papel de mero reprodutor de padrões, interferindo na história, criando normas e novos comportamentos sociais. Essa teoria literária procura superar uma noção de arte onde esteja fundamentada numa verdade interna e absoluta, por exemplo, o coerência entre forma e conteúdo, bem e belo, porém Jauss dedica-se ao que ele denomina práxis estética, onde tem como contribuintes Aristóteles e Kant.
Jauss não acedita que o significado de uma criação artística possa ser alcançado, sem ser vivenciado esteticamente pelo leitor. Logo, o prazer estético na qual a leitura proporciona é compreendido como elemento fundamental da arte, e segundo Jauss o significado primitivo do prazer é o mesmo que "ter uso ou proveito de alguma coisa".
Os conceitos de Aisthesis e Karthasis são os conceitos considerados por Jauss como favorecedores sobre a reflexão do prazer estético, que são originárias da poética de Aristóteles, na qual apontam para a relação entre prazer e conhecimento. Outro contribuinte é Agostinho, que propós a diferenciação entre os perigos do prazer originados pela relação com o mundo e o praze da relação com Deus. Górgias destaca o caráter de sedução e convencimento que o texto exerce sobre o leitor ao apelar para o caráter emocional. Porém Jauss afirma que, a associação entre o prazer, alienação e sentimentalismo resultou na desvalorização do prazer estético.
O autor cita alguns autores que vêem a possibilidade de integração do prazer, tais como Marx na qual enconta o prazer no trabalho e Schiller que entende a separação entre prazer e o trabalho. Jauss chama a tenção para o prazer como parte de um desejo de transformação do mundo, onde a Psicanálise acredita que o prazer estético está relacionado com o reconhecimento de fatos do passado.
Jauss apresenta três categorias fundamentais da fruição estética, que foram foram se delineando através da história da crítica literária. A primeira delas é a Poiesis que corresponde ao caráter produtivo da experiência estética, a segunda é a Aisthesis que está relacionado a capacidade receptiva, a percepção sensível e prazerosa do objeto estético e por fim a Karthasis na qual designa o prazer dos afetos provocados pelo texto e corresponde à experiência estética cominicativa básica.
Jauss conclui que o prazer estético não se divide em prazer sensível e fruição, mas se complexifica, o autor engloba uma idéia de prazer associado ao trabalho, à apropriação, à cognição e à subjetividade, em um jogo dinâmico.
Escrito por: Débora Elayne, Karine Greice e Patrícia Rousy
